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Como Calcular Ajuste Diário

Uma das particularidades do mercado de derivativos, mais especificamente os contratos futuros negoaciado na Bolsa de Mercadoria e Futuro é o ajuste diário. Ou seja, no final do dia a sua operação é débitado ou créditado de acordo com a posição do contrato. Esse mecanismo da bolsa diminui o risco de crédito deste mercado, evitando que uma posição perdedora acumule prejuízo ao longo do tempo.

A margem do contrato já falei em um post anterior, onde gira entre 15 e 20% do valor do contrato. Varia de acordo com o tipo de contrato e o cálculo estabelecido pela bolsa.

Mas para encontrar o valor do ajuste diário, temos a seguinte fórmula:

AD = (Pa – Pc) x M x n

onde:

AD = Ajuste Diário
Pa = Preço de Ajuste
Pc = Preço do Contrato de Compra ou Venda
M = Multiplicador do Contrato
n = Numero de contrato

O Preço de Ajuste é definido pela bolsa, normalmente é estabelecido pela média ponderada dos negócios realizada nos ultimos 15 minutos do pregão, em alguns casos pode ser o próprio preço de fechamento do contrato.

Vamos fazer um exemplo de uma compra de Índice Futuro, supondo que compramos 5 contratos ao preço de 56.000 e no final do dia, teve o preço de fechamento em 56.900. Então, o ajuste diário será:

AD = (56.900 – 56.000) 3 x 5
AD = 900 x 15
AD =  13.500

Esses 3 é o multiplicador de mercado utilizado pelo Contrato Futuro do Índice Bovespa, caso o contrato utilizado fosse o Mini-ìndice, esse multiplicador seria substituído por 0,20.

Como o valor do contrato futuro subiu durante o dia, entrará na sua conta o valor de R$13.500 referente ao ajuste diário. No segundo dia, você usa a mesma fórmula acima com a diferença que seu Preço de Contrato (Pc) será o preço de ajuste do dia anterior ( ou preço de fechamento). Na prática, é como se no final do dia sua operação fosse encerrada pelo preço de fechamento, assumiria o lucro ou prejuízo e no dia seguinte a sua operação abriria automáticamente com o preço de fechamento do dia anterior.

agosto 19, 2009

Operando Mini-Índice Futuro

contratofuturo

Este é o melhor mercado para operar com derivativos, na minha opinião. E claro que como qualquer instrumento de alavancagem, deve ter um bom controle de risco e gerenciamento de dinheiro. Operar excessivamente alavancado, um dia não termina bem e todo lucro e rentabilidade pode ir embora apenas com um trade errado.

Bem, passando essas ressalvas, vamos ao aprendizados. Você já viu, como fazer um hedge de carteira de ações e agora vou mostrar um pouco como funciona o contrato de mini-índice da bovespa.

Primeiro ponto, poucas corretoras permitem operar mini-índice pelo Home Broker. Bem provável que vai operar pela plataforma WebTrading (WTr), que a maioria das corretoras já devem oferecer aos seus clientes.

Esses contratos de mini-índice são negociados com vencimentos nos meses pares e cada contrato possui o tamanho de R$0,20 do índice normal. Se o índice bovespa está cotado a 50.000 pontos, pelo mini-índice um contrato equivale a 50.000 x 0,20 = 10.000 pontos.

A maior atração de operar índice futuro é a facilidade em abrir contrato com venda para ganhar na baixa. Praticamente não existe diferença se você opera comprado ou vendido no mini-índice. O controle de risco e pedido de margens são bens próximos.

Neste mercado, temos o ajustes diários na qual no final do dia a sua posição é fechada e a diferença entre o fechamento de hoje e o fechamento do dia anterior é creditado ou debitado na sua conta, de acordo com sua posição e fechamento do índice. Por isso, é importante que carregue uma baixa posição e tenha sempre alguns recursos em dinheiro para esses ajustes diários.

As margens pode ser a margem inicial, que geralmente ficam próximo de 15% do valor dos contratos assumido. E algumas margens adicionais de acordo com o critério das corretoras ou ajustes pelo novo comportamento do mercado, como volatilidade.

Vamos aos exemplos práticos:

O índice bovespa esta cotado a 55.997 e o mini-índice com vencimento em agosto – WINQ09 esta cotado a 56.250.

Se você acredita que o mercado vai recuar, você pode especular com mini-índice e abrir uma posição de venda. Cada contrato vale 56.250 x 0,20 = 11.250. Portanto, fique atento ao tamanho de um contrato com o valor do seu capital para não alavancar demais.

Vamos vender 3 contratos de mini-índice futuro da bovespa:

3 contratos = 33.750

A margem inicial para abrir essa posição, no momento esta quase 16% de acordo com o sistema. Então, para abrir essa posição de venda a corretora vai “bloquear” cerca de R$5.300 para garantia.

Ou seja, apenas com R$5.300 já estou carregando uma posição de R$33.750.

Se o índice cair 10% durante o período, passará a ser cotado em 50.625. Então cada contrato do mini passou a valer 10.125. Como temos 3 contrato, o valor final será 30.375.

Ou seja, vendemos por 33.750 e recompramos por 30.375, isso significa um lucro de R$ 3.375 na operação. Veja onde está a alavancagem, apesar de 10% de queda do mini-índice, esse lucro de R$3.375 equivale a uma rentabilidade de 63,68% sobre o valor da margem inicial, que era de R$5.300.

Embora a operação eram de 3 contratos que equivaleriam a 33.750, na verdade só bastou disponibilizar uma margem de R$5.300.

Para a compra do mini-índice, vale o mesmo raciocínio.

Atenção!!

Da mesma forma que poderia ter um lucro de quase 64% com apenas uma variação de 10%. Se o mercado fosse na direção inversa você teria um prejuízo de  quase 64% na operação e correria o risco de perder todo o valor disponível na margem inicial.

Quando o mercado vai na direção inversa, começam a ter os ajustes diários e os pedidos de margens adicionais levam o investidor a sufocar com falta de recursos adicionais. Se o investidor não ter mais recursos para margens adicionais, a corretora fecha sua posição independente do tamanho da sua perda.

Por isso, alerto mais uma vez. Cuidado com a alavancagem.

E como ja falei, mini-índice é excelente para proteger uma carteira de ações de uma queda. Saiba como, neste post.

agosto 3, 2009

Hedge Carteira de Ações

derivativos

Vou mostrar como proteger uma carteira de ações de um médio investidor através de derivativos com a venda de mini-índice.

A escolha da explicação utilizando o mini-índice é que cada ponto do Índice Bovespa, no mini-índice trabalha com 0,20 pontos ao invés de 3 pontos do Índice Futuro Bovespa.

Para terem idéia da diferença, se o Ibov estiver em 55.000 pontos, um contrato do mini-índice equivaleria a 11.000 pontos (55.000 x 0,20). Enquanto no Índice Futuro normal seriam 165.000 (55.000 x 3). Resumindo, o mini-índice consegue proteger uma carteira a partir de R$11.000.

Vamos montar uma carteira hipotética de ações:

400 VALE5 – R$ 32,40 -> R$ 12.960
500 PETR4 – R$ 31,66 -> R$ 15.830
100 AMBV4 – 133,78 -> R$ 13.378

Com esta carteira temos um valor de R$42.168 na nossa carteira. O índice à vista supondo que esteja cotado a 55.000 pontos.

Para saber quantos contratos deveremos vender no mini-indice, temos que utilizar a seguinte fórmula:

Numero de contrato = (Valor da Carteira / Valor do Índice Vista x 0,2) x B

0,20 – Como falei, porque trata de pontos do mini-índice, caso fosse o ìndice futuro normal, seria 3.

B – Coeficiente Beta da carteira. Veja neste post e entenda o conceito e como calcular o Beta.

Então, antes de calcular quantos contratos devemos vender, vamos encontrar o Beta da carteira de ações.

De acordo com a planilha do Risck Tech, já temos o Coeficiente Beta da PETR4, VALE5 e AMBV4.

VALE5 –  R$ 12.960 – Possui 30,73% da carteira – Beta de 0,75
PETR4 –  R$ 15.830 – Possui 37,54% da carteira – Beta de 0,95
AMBV4 –  R$ 13.378 – Possui 31,72% da carteira – Beta de 0,70

Para encontrar o Beta da carteira, temos que encontrar a média ponderada de cada ação, assim basta multiplicar o percentual da carteira pelo Beta e somar com de todas as ações, assim:

(0,3073 x 0,75) + (0,3754x 0,95) + (0,3172 x 0,70) =

0,230475 + 0,35663 + 0,22204 = 0,8091

Portanto, o Coeficiente Beta do portfólio será 0,81. Substituindo todos os dados na fórmula acima temos:

Numero de contrato = (42.168 / 55.000 x 0,2) x 0,81

Número de contrato = 3,10

Como não pode vender fração, temos que ajustar a quantidade para 3 mini-índice para proteger a nossa carteira de ações.

Pronto, com a venda do contrato do mini-índice você protege o seu portfólio. É claro que essa apróximação do numero de contrato e custos de transação com corretagem, no final do seu hedge pode ocorrer pequenas perdas. Mas com esse hedge não importa o tamanho da queda do índice que suas ações estão protegidas.

Se você perder com a queda de ações, você vai ganhar em proporções quase identicas com a queda do mini-índice futuro. Se o mercado subir, também deixará de ganhar com a valorização das ações.

Essa estratégias é o ideal para quem não pretende desmontar a carteira de ações em um possível período de queda. Esses tempos de crise e instabilidade do cenário econômico, um hedge cai muito bem.

julho 30, 2009
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