Archive for the ‘Opções’ Category

Venda Coberta – Opções

Eu considero essa estratégia para dois tipos de investidores, aqueles que querem ganhar boas taxas mensais com a venda de opções de maior valor extrínseco e para o investidor de longo prazo que pretende remunerar a sua carteira de ações com o lucro da venda coberta.

Essa estratégia é simples, você deve vender as opções na mesma quantidade de ações de sua carteira. Se você possui mil ações da Petrobrás, você vende mil opções de compra da Petrobrás. Na verdade, você terá a obrigação de entregar a ação no vencimento a um determinado preço pré-estabelecido. Mas se esse preço não for alcançado, você ganha todo o prêmio da venda e permanece com a ação. Veremos adiante com mais detalhes.

Primeiro você deve identificar o seu perfil e qual a sua estratégia para ganhar com a venda coberta. Primeiro, vou mostrar como maximizar a rentabilidade com a venda coberta para fazer giro com essa estratégia.

Exemplo:

Você possui 1.000 ações da PETR4 e deve vender 1.000 opções da PETR. O preço de fechamento hoje é PETR4 a $32,00 e as opções com os seguintes preços de fechamento
PETRI30 – $2,90
PETRI32 – $1,52
PETRI34 – $0,70

Para calcular o valor extrínseco devemos saber primeiro o valor do preço de vencimento de cada opção. Ao visitar o site da www.cblc.com.br encontramos que o preço de vencimento são respectivamente $29,75, $31,75 e $33,75. Agora vamos encontrar o valor extrínseco que é todo o valor fora do dinheiro. Observe que PETRI30 e I32 está dentro do dinheiro, já I34 está fora do dinheiro, então:

PETRI30 – ($32 – $29,75) – $2,90 = $0,65
PETRI32 – ($32 – $31,75) – $1,52 = $1,27
PETRI34 – $0,70

Quando a opção está fora do dinheiro, todo o prêmio já é valor extrínseco. Se sentiu dificuldade sobre esse cálculo pode ler neste tópico para compreender melhor o prêmio das opções.

Voltando, então como queremos ganhar a melhor taxa do mercado de opções devemos vender a opção que apresenta maior valor extrínseco, que é o que possui maior valor do tempo para perder, no mercado chamamos de maior gordura para queimar.

A estratégia fica assim agora:

-1.000 PETR4 – $32,00 – Total de $32.000
+1.000 PETRI32 – $1,52 –  Total de $1.520

Você comprou mil ações e vendeu a coberto mil opções da PETRI32. O cenário e perspectiva ideal para montar essa estratégia é que a ação permaneça do preço atual ou tenha leve alta. Porque o objetivo é apenas fazer taxa de mercado. Observe que compramos a ação a $32 e se formos exercidos vamos entregar a ação a R$31,75 mas como vendemos cada ação por R$1,52, significa que ganhamos por cada ação $1,27.

Ou seja, o lucro nessa venda coberta será de:

1,27/32 = 3,97% na operação

Como o próximo vencimento nesse caso seria em 21 de setembro, significa que teremos quase 3,97% ao mês. O que é uma excelente taxa mensal. Mas desde já alerto pela dificuldade de prever o comportamento da ação durante esse período. Se a ação tiver uma brusca queda, você não será exercido e permanecerá com a ação no prejuízo, mas temos uma vantagem nessa operação, pois como ganhamos $1,52 pela venda coberta e compramos cada ação por $32, significa que nosso preço de compra caiu para $30,48, ou seja, se a ação cair seguramos nossa operação sem prejuízo até $30,48. E no vencimento seguinte, poderemos repetir a estratégia para diminuir ou zerar o prejuízo.

A segunda estratégia, é para quem tem uma carteira de ações de uma determinada empresa e procura uma remuneração extra para essa carteira. Geralmente são investidores de longo prazo que não pretendem desfazer de suas ações independente de alta ou queda da sua carteira.

Normalmente, o perfil desses investidores fazem diversas compras mensais ou por determinados períodos e tem seu preço médio de compra das ações bem diluidos. Então a principal preocupação desse investidor é acumular ação, independetemente do preço da ação. Então, de acordo com o preço de fechamento das opções para o próximo vencimento temos:

PETRI30 – $2,90
PETRI32 – $1,52
PETRI34 – $0,70
PETRI36 – $0,25

O objetivo desse investidor é não ser exercido e ganhar apenas uma remuneração extra. Nesse caso, o investidor deve lançar a coberto uma opção o mais distante possível, o que chamamos de OTM. Como falta um mês para o vencimento, vai depender de cada investidor a sua análise de risco de ser exercido em comparação ao prêmio oferecido pelo mercado. Observe que a opção OTM que oferece melhor prêmio trata da PETRI34 que está a $0,70. Mas para ser exercido a ação bastaria subir 3,15% em um mês. Então, o investidor pode optar pela I36 e ganhar $0,25 por ação já que para ser exercido a ação deve subir 11,7% nesse período.

Imagine uma carteira de longo prazo, onde o investidor faz compras períodicas, ganham dividendos, juros sobre capital e ainda existe a possibilidade de ganhar alguns centavos mensalmente? A longo prazo, se todos esses dinheiros foram comprando novas ações e acumulando ações com bons fundamentos, acredito que trata de uma excelente forma de maximizar a rentabilidade a longuissimo prazo.

Mas se vender a coberto a PETRI36 a $0,25 e até o vencimento a ação subir para $37,50, o que deveria fazer?

Calma, nesse momento você não precisa entregar toda suas ações no dia do vencimento. Vamos fazer uma simulação:

Como a ação subiu até $37,50, então sua opção que vendeu por $0,25 terá um valor próximo de $1,75. Já que o preço de vencimento é 35,75 e a ação estaria negociado a $37,50 é só fazer a subtração que teremos um valor aproximado do preço da opção. Então recompramos a opção vendida (1,75 – 0,25) e pagaremos ao mercado $1,50 por cada opção para fechar a operação com a PETRI36. Mas imediatamente você vende a coberto a opção do vencimento seguinte que é a série J, aquela opção que está com o preço bem próximo do que você teve que arcar para fechar o contrato da I36. Provavelmente, você vai vender a coberto novamente a J38 que estará com o preço de cerca de $1,50.

Você fez uma rolagem para o próximo vencimento e vai segurar a alta até os $38 para o próximo vencimento. Se continuar subindo você pode fazer essa operação quantas vezes necessária, é claro que alguns vencimentos poderá arcar com pequenas diferenças entre os vencimentos. Mas é melhor arcar com essas pequenas diferenças, do que desfazer de toda sua carteira de ações.

Para quem utiliza essa estratégia mensalmente, eventualmente passará por algumas situações de rolagens. Mas se você acredita e tem fortes projeções de que a ação vai ter fortes períodos de alta, é bem recomendável que deixe de lançar coberto para ganhar essa remuneração extra. Caso contrário, vale a pena traçar essa estratégia para maximizar a rentabilidade de sua carteira.

agosto 17, 2009

Trava de Alta – Call Bull Spread

Em um tópico anterior falei sobre trava de baixa, que se trata de uma estratégia direcional apostando na queda do preço da ação.

Agora vou mostrar como funciona uma trava de alta, como o próprio nome diz, você ganha com a alta da ação. Vou abordar com os mesmos dados e preços utilizados no outro tópico.

PETR4 – $34,50
PETRH34 – $2,20
PETRH36 – $1,00

Para abrir uma posição de trava de alta, temos que comprar uma opção e vender na mesma quantidade com preço de vencimento acima, por exemplo:

PETRH34 ->  +  1.000
PETRH36 ->  - 1.000

Observe que vamos comprar mil opções da H34 e desembolsaremos R$2.200 e no mesmo instante venderemos a descoberto mil opções H36, na qual receberemos R$1.000 e teremos no final do dia, o desembolso total de R$1.200. Significa que montamos a nossa trava com spread de 1,20 (2,20 – 1,00).

O interessante da trava de alta que não exige nenhuma margem para montar a estratégia. E que o custo para montar uma trava de alta já é o seu risco de perda máxima da estratégia. Ou seja, operando com mil opções pode perder até R$1.200 de acordo com esse exemplo.

E o lucro máximo será os R$800. Para entender o lucro e prejuizo de acordo com a visão de spreads. Basta diminuir o preço das opções individualmente, assim:

$2,20 – $1,00 = 1,20 de spread para trava de alta

o lucro máximo será 0,80, que é a diferença do spread da operação (1,20) pela diferença do preço de vencimentos (H34 e H36 = 2).

A faixa de ganho segue de acordo com o gráfico abaixo

travadealata

Como se trata de uma trava de alta, é preciso que a ação suba até o vencimento pelo menos o preço do vencimento da parte comprada (H34) somado com o spread da trava (1,20), ou seja a trava de alta ganha a partir de R$35,20.

Observe no gráfico que abaixo disso, o investidor terá prejuízo e estabiliza abaixo de R$34, justamente no valor que é conhecido antes de montar a trava que é os R$1.200 para cada mil opções. E se a ação subir acima de R$35,20 terá lucro e vai alcançar o lucro máximo acima de R$36 que será justamente os R$800 para cada mil opções negociada.

Muitos questionam se não seria mais barato e simples abrir uma compra a seco? Já que trata de uma estratégia com direção altista.

Bem, para compras a seco. O investidor não pode passar alguns dias comprado esperando a ação subir para ganhar com a alta, porque perde muito valor apenas pela passagem de tempo. Assim, para compras a seco é  ideal para o investidor fazer pequenos giros e com menor quantia de dinheiro.

Com a trava de alta, permite o investidor permanecer alguns dias com a estratégia aberta que perderá pouco apenas com a passagem do tempo. E em uma data futura, com a alta da ação pode torna uma estratégia lucrativa, diferente de compra a seco que depois de perder muito valor extrínseco deve esperar uma alta mais expressiva.

E pra finalizar esse post, eu repito a dica para aprender sobre travas de opções

“Pode parecer um pouco confuso na primeira leitura, isso é normal. A melhor forma de aprender a operar travas com opções é praticar o cálculo dos spreads durante o pregão. Para calcular os spreads, diminua o valor do preço da opção de uma série, pela outra opção da série subsequente.

Praticar a diferença dos spreads com papel e lápis ou pela calculadora. Acompanhar o comportamento dos spreads até a data de vencimento ajuda a assimilar a estratégia de trava de baixa e outras estratégias.

Outro detalhe durante sua observação, é a diferença de spread entre as opções ATM, ITM e OTM.”

agosto 13, 2009

Trava de Baixa – Call Bear Spread

Uma das mais tradicionais estratégias para posição baixista. A posição de trava de baixa é ideal para situações em que aposta em direção de queda do preço do ativo ou que a ação permaneça em preços deprimidos.

Essa operação consiste na venda de uma série de opções e compra em mesma quantidade da série com preço de vencimento seguinte, exemplo:

PETRH34 ->  -  1.000
PETRH36 ->  + 1.000

Vende mil opções de PETRH34 e compra mil opções de PETRH36.

Supondo que o valor da PETR4 esteja cotado em R$34,50 e o preço das opções estejam em PETRH34 a R$2,20 e PETRH36 a R$1,00, faltando 20 dias para o vencimento.

Observe que vendendo mil PETRH34 a R$2,20, você “receberá” do mercado R$2.200, mas comprou ao mesmo tempo a PETRH36 e teve que desembolsar R$1.000. O resultado nessa operação foi que recebeu R$1.200 na conta da sua corretora.

Isso significa que, seu lucro máximo é R$1.200 e o prejuízo máximo de R$800. Como a diferença do spreads entre H36 e H34 é de R$2, significa que a cada mil opções o prejuizo seria de R$2.000, mas como já recebeu R$1.200 nesse caso, o prejuízo máximo é R$800.

O interessante de trava de baixa, é que você entra em uma operação baixista já sabendo o seu lucro máximo e o seu prejuízo máximo. Isso permite maior controle de risco, além de operar em posição vendida.

A faixa de ganho, segue de acordo com o gráfico abaixo:

trava de baixa

Se o preço da ação ficar abaixo de $34 no dia do vencimento, a operação terá o lucro máximo que é de R$1.200. Isso explica porque a opção vendida em H34 será $0 e a opção comprada em H36 também zero. No momento de zerar a posição, ficaremos com os R$1.200 que ganhamos pra abrir essa operação.

Entre $34 e $35,20 a faixa de lucro vai diminuindo até ficar em posição sem lucro ou perda, costumo chamar ponto de equilibrio.

Nos $35,20, o ponto de equilibrio, a posição vendida em H34 vai custar $1,20 e a posição comprada em H36 estará em pó, ou sem valor. Ou seja, a posição em H34 que vendeu a descoberto por $2,20 vai recomprar essa opção por $1,20, ou seja essa posição ganharemos R$1.000. Mas a posição comprada em H36 perderemos $1.000, já que a opção virou pó.

Entre R$35,20 e R$36 teremos faixa crescente de prejuízo.

Acima de R$36 teremos o prejuízo máximo, limitado pela trava. Com a ação em $36, a posição vendida em H34, valerá $2,00 e com isso ganharemos $200 para cada mil opções. Mas a posição comprada em $1,00, no vencimento em $36 valerá $0 com isso teremos o prejuízo de $1.000 para cada mil opções. Resultado teremos, (-1.000 +200) um prejuízo de $800.

Pode parecer um pouco confuso na primeira leitura, isso é normal. A melhor forma de aprender a operar travas com opções é praticar o cálculo dos spreads durante o pregão. Para calcular os spreads, diminua o valor do preço da opção de uma série, pela outra opção da série subsequente.

Praticar a diferença dos spreads com papel e lápis ou pela calculadora. Acompanhar o comportamento dos spreads até a data de vencimento ajuda a assimilar a estratégia de trava de baixa e outras estratégias.

Outro detalhe durante sua observação, é a diferença de spread entre as opções ATM, ITM e OTM.

julho 27, 2009

Opções – Black and Scholes

A fórmula criado por Fischer Black e Myron Scholes foi uma tentativa de precificar o preço das opções, ou seja, um modelo para atingir um preço teórico. Através desse preço teórico, o investidor teria um parâmetro para avaliar se as opções estavam sobreavaliadas ou subavaliadas.
Para calcular o preço teórico é necessário saber o preço do ativo objeto, preço de exercício da opção, tempo, taxa de juros e a volatilidade. Essas variáveis já abordamos nesse tópico.
Das cincos variáveis do preço da opção, só não temos como mensurar o valor da volatilidade futura e para isso, o mercado costuma utilizar a volatilidade histórica como uma estimativa para volatilidade futura. Trata apenas de uma tentativa de encontrar um “preço justo” da opção, mas vamos abordar como um preço teórico.
Caso tenha interesse em apronfudar sobre a fórmula de Black and Scholes, pode consultar essa planilha que foi retirado do site Risk Tech. Clique aqui.
Além da tentativa de precificação, Black and Scholes também abordou alguns comportamentos ou sensibilidades das opções, tratando por letras gregas na qual veremos cada uma delas.
Delta ( Variação ) – Trata da variação da opção quanto a variação do ativo objeto. Para cada real que a ação oscila quanto vai variar no preço da opção? Supondo que a ação suba durante o pregão R$1,50 e a opção suba R$0,75. Para encontrar o valor do Delta basta dividir a variação do preço da opção (R$0,75) pela variação do preço da ação (R$1,50), chegaremos ao Delta de 0,50.
Quanto mais In-The-Money for a opção, maior será o Delta chegando próximo de 1,00 e quanto mais On-The-Money for a opção, menor será o Delta atingindo próximo de zero. Quando a opção é At-The-Money o Delta tende a ficar próximo de 0,50 e normalmente é a opção que apresenta maior liquidez entre as opções negociadas.
Gama (Movimento) – Indica a variação proporcional de uma opção em relação ao ativo, ou melhor quanto o delta irá variar para cada variação de R$1 no preço da ação.
Exemplo: Supondo que temos o Delta seja 0,75 ou 75% (também pode ser na forma de porcentagem) e o Gama seja 0,12 ou 12%. Esse Gama quer dizer que se o preço da ação subir R$1,00 (supondo que a ação suba de R$26,45 para R$27,45), o novo Delta passaria a valer 0,75+0,12 = 0,87 ou 87%.
Theta (Tempo) – Já sabemos que o valor da opção perde valor apenas com a passagem do tempo. Theta é o valor que a opção perde por dia apenas pela passagem do tempo. Normalmente é apresentado pelo valor negativo e irá influenciar apenas o Valor Extrínseco do prêmio.
Supondo que o valor do Theta seja -0,042, isso significa dizer que cada dia que passa o prêmio da opção perde R$0,042 apenas pela passagem do tempo.
Vega (Volatilidade) – Mede o comportamento do prêmio em relação à mudança na volatilidade. Supondo que o prêmio da opção seja cotado a R$1,30 e o valor Vega seja 0,01, indica que se a volatilidade aumentar ou diminuir 1%, o valor do Vega vai ser adicionado ou retirado do prêmio da opção apenas devido a volatilidade. No exemplo se a volatilidade aumentasse, o novo preço da opção seria 1,30+0,01 e ficaria R$1,31.
Rho (Juros) – Mede o comportamento do prêmio em relação a mudança da taxa de juros. Segue a mesma linha de raciocínio da Vega, se a taxa de juros aumentar 1%, o novo preço da opção deve ser a soma do prêmio com o valor do Rho.

A fórmula criado por Fischer Black e Myron Scholes foi uma tentativa de precificar o preço das opções, ou seja, um modelo para atingir um preço teórico. Através desse preço teórico, o investidor teria um parâmetro para avaliar se as opções estavam sobreavaliadas ou subavaliadas.

Para calcular o preço teórico é necessário saber o preço do ativo objeto, preço de exercício da opção, tempo, taxa de juros e a volatilidade. Essas variáveis já abordamos nesse tópico.

Das cincos variáveis do preço da opção, só não temos como mensurar o valor da volatilidade futura e para isso, o mercado costuma utilizar a volatilidade histórica como uma estimativa para volatilidade futura. Trata apenas de uma tentativa de encontrar um “preço justo” da opção, mas vamos abordar como um preço teórico.

Caso tenha interesse em apronfudar sobre a fórmula de Black and Scholes, pode consultar essa planilha que foi retirado do site Risk Tech. Clique aqui.

Além da tentativa de precificação, Black and Scholes também abordou alguns comportamentos ou sensibilidades das opções, tratando por letras gregas na qual veremos cada uma delas.

Delta ( Variação ) – Trata da variação da opção quanto a variação do ativo objeto. Para cada real que a ação oscila quanto vai variar no preço da opção? Supondo que a ação suba durante o pregão R$1,50 e a opção suba R$0,75. Para encontrar o valor do Delta basta dividir a variação do preço da opção (R$0,75) pela variação do preço da ação (R$1,50), chegaremos ao Delta de 0,50.

Quanto mais In-The-Money for a opção, maior será o Delta chegando próximo de 1,00 e quanto mais On-The-Money for a opção, menor será o Delta atingindo próximo de zero. Quando a opção é At-The-Money o Delta tende a ficar próximo de 0,50 e normalmente é a opção que apresenta maior liquidez entre as opções negociadas.

Gama (Movimento) - Indica a variação proporcional de uma opção em relação ao ativo, ou melhor quanto o delta irá variar para cada variação de R$1 no preço da ação.

Exemplo: Supondo que temos o Delta seja 0,75 ou 75% (também pode ser na forma de porcentagem) e o Gama seja 0,12 ou 12%. Esse Gama quer dizer que se o preço da ação subir R$1,00 (supondo que a ação suba de R$26,45 para R$27,45), o novo Delta passaria a valer 0,75+0,12 = 0,87 ou 87%.

Theta (Tempo) - Já sabemos que o valor da opção perde valor apenas com a passagem do tempo. Theta é o valor que a opção perde por dia apenas pela passagem do tempo. Normalmente é apresentado pelo valor negativo e irá influenciar apenas o Valor Extrínseco do prêmio.

Supondo que o valor do Theta seja -0,042, isso significa dizer que cada dia que passa o prêmio da opção perde R$0,042 apenas pela passagem do tempo.

Vega (Volatilidade) - Mede o comportamento do prêmio em relação à mudança na volatilidade. Supondo que o prêmio da opção seja cotado a R$1,30 e o valor Vega seja 0,01, indica que se a volatilidade aumentar ou diminuir 1%, o valor do Vega vai ser adicionado ou retirado do prêmio da opção apenas devido a volatilidade. No exemplo se a volatilidade aumentasse, o novo preço da opção seria 1,30+0,01 e ficaria R$1,31.

Rho (Juros) - Mede o comportamento do prêmio em relação a mudança da taxa de juros. Segue a mesma linha de raciocínio da Vega, se a taxa de juros aumentar 1%, o novo preço da opção deve ser a soma do prêmio com o valor do Rho.

julho 25, 2009

Opções – Fundamentos

opcoes

O prêmio é definido de acordo com a expectativa dos operadores do mercado. Mas temos algumas variáveis que interferem no preço da opção, vamos conhecer cada uma delas para melhor compreender o comportamento do preço.
As cinco principais variáveis são:
Preço do ativo objeto – Esta é a variável que causa maior impacto no preço da opção. Quanto maior o preço do ativo negociado, maior será o preço da opção. O mesmo ocorre com a variação diária da cotação da opção, se durante o dia a ação ocorrer brusco movimentos de alta ou baixa, terá o efeito direto no preço da opção de alta ou baixa, respectivamente.
Tabela ilustrativa para preço de exercício em R$40,0
Observe que quanto maior for o preço do ativo objeto maior será o preço da opção.
Preço de Exercício da Opção – Quanto maior for o preço de exercício de uma opção, menor será o preço da opção negociada no mercado. Isso ocorre devido a baixa perspectiva do mercado, em que o preço da ação atinja determinada cotação até o dia do vencimento.
Exemplo: Se temos a PETRH40, com preço de exercício em R$40,00 e no momento faltam 20 dias para o vencimento e a PETR4 está cotado no mercado a R$32,00 podemos concluir que o preço da PETRH40 será alguns centavos ou próximo de R$0,01. Portanto, esta é mais uma variável que interfere no preço da opção.
Tempo para Exercício – Esse tempo também utiliza a denominação de Theta. Como já foi abordado na introdução, sabemos que o Valor de Tempo também é conhecido como valor extrínseco. Quanto maior o tempo para o dia de vencimento, maior é esse valor residual ou valor extrínseco que a opção possui.
Observe com atenção, a tabela acima e verifique que se a opção possui PE (preço de exercício) em R$40 e a ação objeto está negociado a R$38, faltando 15 dias para o vencimento está cotado a R$0,65 e se permanecer assim por mais uma semana, faltando 7 dias com o mesmo preço da ação a opção estará cotada a um preço menor, de acordo com a tabela ilustrativa temos R$0,20. A ação não saiu do seu patamar de preço, mas apenas com a passagem de tempo, a opção sofreu perda de valor.
Portanto, é preciso entender bem o comportamento do Theta na opção, é comum alguns investidores terem fortes perdas apenas com efeito do valor do tempo.
Com isso, quanto maior tempo, maior é o valor extrínseco da opção e trata de mais uma variável importante no comportamento do preço.
Taxa de Juros – Quanto maior for a taxa de juros, maior o preço das opções pois a taxa de mercado estão imbutidos no preço da opção. Essa variável pouco afetam o preço da opção, mas trata de uma variável.
Volatilidade – Quanto maior a expectativa do mercado, maior é a volatilidade. E quanto maior for a volatilidade da ação objeto maior será o prêmio da opção. A idéia por trás dessa afirmação está no comportamento do investidor.
Imagine que uma ação, durante um ano tenha variado de R$35 a R$45. No momento, a ação está cotado a R$42,00 e temos uma opção com preço de exercício em R$48. Devido a baixa volatilidade, existe uma baixa perspectiva do mercado de que a ação suba até os R$48. Por isso afeta diretamente no preço da opção.
A volatilidade pode ser histórica, futura ou implícita. De acordo com a fórmula de mensuração do preço de uma opção de Black & Scholes que veremos pouco mais adiante, se descobrirmos uma mensuração correta da volatilidade podemos ganhar muito dinheiro com as distorções do mercado. Mas digamos, que é praticamente impossível descobrir esta volatilidade corretamente, já que a volatilidade da ação muda a todo instante.

O prêmio é definido de acordo com a expectativa dos operadores do mercado. Mas temos algumas variáveis que interferem no preço da opção, vamos conhecer cada uma delas para melhor compreender o comportamento do preço.

As cinco principais variáveis são:

Preço do ativo objeto - Esta é a variável que causa maior impacto no preço da opção. Quanto maior o preço do ativo negociado, maior será o preço da opção. O mesmo ocorre com a variação diária da cotação da opção, se durante o dia a ação ocorrer brusco movimentos de alta ou baixa, terá o efeito direto no preço da opção de alta ou baixa, respectivamente.

Tabela ilustrativa para preço de exercício em R$40,0

tabelaopções

Observe que quanto maior for o preço do ativo objeto maior será o preço da opção.

Preço de Exercício da Opção - Quanto maior for o preço de exercício de uma opção, menor será o preço da opção negociada no mercado. Isso ocorre devido a baixa perspectiva do mercado, em que o preço da ação atinja determinada cotação até o dia do vencimento.

Exemplo: Se temos a PETRH40, com preço de exercício em R$40,00 e no momento faltam 20 dias para o vencimento e a PETR4 está cotado no mercado a R$32,00 podemos concluir que o preço da PETRH40 será alguns centavos ou próximo de R$0,01. Portanto, esta é mais uma variável que interfere no preço da opção.

Tempo para Exercício – Esse tempo também utiliza a denominação de Theta. Como já foi abordado na introdução, sabemos que o Valor de Tempo também é conhecido como valor extrínseco. Quanto maior o tempo para o dia de vencimento, maior é esse valor residual ou valor extrínseco que a opção possui.

Observe com atenção, a tabela acima e verifique que se a opção possui PE (preço de exercício) em R$40 e a ação objeto está negociado a R$38, faltando 15 dias para o vencimento está cotado a R$0,65 e se permanecer assim por mais uma semana, faltando 7 dias com o mesmo preço da ação a opção estará cotada a um preço menor, de acordo com a tabela ilustrativa temos R$0,20. A ação não saiu do seu patamar de preço, mas apenas com a passagem de tempo, a opção sofreu perda de valor.

Portanto, é preciso entender bem o comportamento do Theta na opção, é comum alguns investidores terem fortes perdas apenas com efeito do valor do tempo.

Com isso, quanto maior tempo, maior é o valor extrínseco da opção e trata de mais uma variável importante no comportamento do preço.

Taxa de Juros - Quanto maior for a taxa de juros, maior o preço das opções pois a taxa de mercado estão imbutidos no preço da opção. Essa variável pouco afetam o preço da opção, mas trata de uma variável.

Volatilidade - Quanto maior a expectativa do mercado, maior é a volatilidade. E quanto maior for a volatilidade da ação objeto maior será o prêmio da opção. A idéia por trás dessa afirmação está no comportamento do investidor.

Imagine que uma ação, durante um ano tenha variado de R$35 a R$45. No momento, a ação está cotado a R$42,00 e temos uma opção com preço de exercício em R$48. Devido a baixa volatilidade, existe uma baixa perspectiva do mercado de que a ação suba até os R$48. Por isso afeta diretamente no preço da opção.

A volatilidade pode ser histórica, futura ou implícita. De acordo com a fórmula de mensuração do preço de uma opção de Black & Scholes que veremos pouco mais adiante, se descobrirmos uma mensuração correta da volatilidade podemos ganhar muito dinheiro com as distorções do mercado. Mas digamos, que é praticamente impossível descobrir esta volatilidade corretamente, já que a volatilidade da ação muda a todo instante.

julho 25, 2009
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