Li no Portal Exame, a reportagem do novo projeto sobre derivativos que foi enviado pelo Tesouro dos EUA para o Congresso. Na qual pretende submeter a regulamentação todos os derivativos negociados no mercado de balcão norte-americano.
A notícia, vocês podem ler diretamente do portal, aqui.
Mas só queria destacar um trecho da reportagem:
“De acordo com o documento, os derivativos classificados como “padrão” serão processados por meio de câmaras de compensação, que garantem as transações e ajudam a amortecer os impactos de um possível não pagamento. Segundo o Tesouro, serão inicialmente considerados como “padrão” os “derivativos de balcão aceitos por qualquer câmara de compensação central”. Posteriormente, no entanto, a definição será apurada por agências reguladoras.”
Qualquer leitura sobre derivativos, nos livros de finanças, indica a importância da câmara de compensação para eliminar o risco de crédito. É através de câmara de compensação que possui os mecanismos das margens e ajustes diários, justamente para evitar que os ganhos e perdas não acumulem até o dia de vencimento.
Agora começo a entender, como as perdas com derivativos tomaram proporções tão grandes assim. Sem controle de margens e ajustes diários, é fácil abrir uma posição alavancada e tão descontrolada assim. Gestão de risco é para os fracos.
Se continuar lendo a reportagem, verá que muitas das idéias do projeto apresentado para o congresso norte-americano, já é praticado no Brasil.

